segunda-feira, 10 de abril de 2017

Realismo/Naturalismo + Aluísio Azevedo

Há um tempo descobri que o tal autor de O Mulato tinha um irmão chamado Arthur. Também, "Arthur de Azevedo". Sabe qual livro mais gostei na Literatura clássica? Dom Casmurro. A cena do beijo de Capitu com Bentinho... Me inspira. Mas deixando o Machado de lado, falemos sobre o movimento Realista-Naturalista e sobre seu principal autor: Aluísio Azevedo.
A partir da 2ª metade do século XIX, a sociedade brasileira sofreu grandes transformações. De sociedade agrária, latifundiária, escravocrata e aristocrática passou a ser uma civilização burguesa e urbana. A mão-de-obra escrava aos poucos foi substituída pelos imigrantes europeus assalariados que vinham trabalhar na lavoura cafeeira. A década de 1880 corresponde ao período de intensificação da campanha abolicionista que culminou com a Lei Áurea de 1888; ao período da Guerra do Paraguai e ao período da decadência da monarquia e estabelecimento da República. O Realismo brasileiro começou  partir da publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881). Foi em plena época realista que ocorreu a Fundação da Academia Brasileira de Letras, em 1897. O escritor que antes era meio discriminado, marginalizado, começou a ter prestígio e a participar mais ativamente da vida social, o que influenciará nas principais características realistas, seguidas abaixo:
  • É motivado pelas últimas conquistas da filosofia e das ciências, cujos representantes eram: Augusto Comte (filósofo francês positivista), Charles Darwin (cientista inglês evolucionista - a origem das espécies).
  • Surgiu como uma reação ao subjetivismo, individualismo e eu românticos (Romantismo).
  • Objetivismo e o impersonalismo do artista, ou seja, a razão, a pesquisa, a ciência vêm ocupar o lugar do sentimentalismo. 
  • Os realistas procuram retratar o homem e a sociedade a partir da observação do ambiente, dos costumes, das atitudes, dos comportamentos, procurando as causas dos fatos que abordam.
Considera o ser humano como um produto biológico, profundamente marcado pelo meio ambiente, pela educação, pelas pressões sociais e pela hereditariedade. Todos esses fatores determinam a sua condição, o seu comportamento. O escritor naturalista observa, estuda, segue os seus personagens de perto, para entender as causas do seu comportamento e chegar ao conhecimento objetivo dos fatos e situações. Abordando dessa forma a realidade social brasileira, destacando a vida nos cortiços, o preconceito, a diferenciação social, entre outros temas. Características:

  • O mundo pode ser explicado através das forças da natureza;
  • O ser humano está condicionado às suas características biológicas (hereditariedade) e ao meio social em que vive;
  • Evolucionismo de Charles Darwin;
  • A realidade é mostrada através de uma forma científica (influência do positivismo);
  • Na literatura, ocorre muito o uso de descrições de ambientes e de pessoas;
  • Ainda na literatura, a linguagem é coloquial;
  • Os principais temas abordados nas obras literárias naturalistas são: desejos humanos, instintos, loucura, violência, traição, miséria, exploração social, etc.
O romancista foi simplesmente o maior representante do naturalismo no Brasil.Procurava assim reproduzir o mais fielmente possível a realidade que retratava. Além disso, desenhista habilidoso, às vezes, desenhava suas personagens em papel cartão, recortava-as e as colocava em ação, num teatro para si mesmo, de modo a visualizar as cenas que iria narrar. Sua obra pode ser dividida em duas partes: a primeira, romântica, escrita para agradar o público e vender bem, de modo a garantir-lhe a sobrevivência. A segunda, naturalista, para expressar sua visão de mundo e as mazelas do Brasil. Como representante do naturalismo, o autor utiliza expressões animalescas para descrever os personagens e suas atitudes. Aluísio fazia uma análise da sociedade sem moralismos. Era comum encontrar em suas obras críticas à sociedade brasileira e ao preconceito racial. As casas de pensão, onde moravam muitas pessoas humildes, foram retratadas por Aluísio em uma de suas obras mais aclamadas, “O Cortiço”. Além da exploração dos portugueses e o preconceito racial, temas constantes do autor. 

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terça-feira, 4 de abril de 2017

Stop, looking at nothing

A viagem desse cara é menor do que a sua mente
Às vezes, caro leitor, eu olho para um ponto qualquer e dentro de mim se passam um milhão de tarefas e responsabilidades. O desespero é tão grande que nem consigo me mover. Finjo que está tudo bem quando parece que vou explodir. É iminente. Agora mesmo pareço calma e centrada, porém eu lembrei que tenho que fazer uma redação sobre Deficientes Físicos no Brasil e estudar Potencial Elétrico. Certo, eu uso muitas hipérboles, não vou explodir. Só gostaria de dormir um pouco e é o que vou fazer. Agora eu posso dormir, já cumpri as tarefas. Estou lendo O Cortiço, nada mal. Recomendado. Essas foram só algumas coisas aleatórias que saem das entranhas da minha alma quando eu olho para o nada, tem muito mais. Porém, eu realmente preciso dormir.