sexta-feira, 8 de setembro de 2017

A Extravagância do Morto R#1

Esta é a capa, muito semelhante à que eu tenho aqui,
a não ser pelo aspecto envelhecido da minha. 
 Certo dia, ao sair do local onde trabalha, minha mãe se deparou com uma pilha de livros em bom estado próxima a um monte de lixo. O que minha mãe fez? Resgatou os pobres livros e trouxe para eu ler. Havia livros de gêneros variados: poema, medicina, romance, suspense, religião, etc. Fiquei feliz de ganhar livros de conteúdos tão interessantes. Logo comecei a folhear alguns. Este livro, A Extravagância do Morto, me chamou a atenção em particular. Isso se deve ao fato de que a autora é Agatha Christie, da qual já ouvi falar muito bem. Esta resenha é sobre o primeiro livro de Christie que pude ler. É também a primeira resenha que faço por livre e espontânea vontade e que estou publicando. Espero que gostem.


O título original é Dead Man's Folly. 

Também publicado com o título: "Poirot e o jogo macabro".
Possui 221 páginas divididas em 20 capítulos curtos e médios.
A autora, como já disse, é Agatha Christie, uma escritora britânica (1890-1976).
O livro foi impresso pela Editora Record.
 A estória acontece na velha e luxuosa Mansão Nassecombe, localizada num condado inglês. Tal propriedade sempre pertencera à família Folliat, no entanto a única remanescente dos Folliat mora na casa do jardineiro. Mas isso não é tão ruim, pois a protegida da senhora Folliat, Hattie Stubbs, se casou com o proprietário atual da mansão, Sir George Stubbs. Todos os anos os proprietários da mansão Nasse organizam um famigerado festival com algum de tipo de "caça ao tesouro".Neste ano em especial, eles queriam algo diferente. Para tanto, convidam Ariadne Oliver, romancista de renome, que organiza como distração algo como uma "caça ao tesouro", no caso uma "caça ao assassino". Os prêmios serão entregues aos vencedores pelo detetive Hercule Poirot. O único e fundamental senão é que, quando a última pista da brincadeira leva à vítima, o corpo encontrado é um cadáver de verdade.
Chuck Bass de bigode? Nada, é apenas Hercule Poirot
 Pense numa estória deliciosa que pode ser lida em um dia? A Extravagância do Morto é exatamente o tipo de livro que te prende do começo ao fim. Os personagens são muito bem apresentados, e ao longo do livro você os conhece melhor. Hercule Poirot ~fala Erquíule Poarrô~é tão fácil de se acostumar! Ele tem um sotaque francês, um certo charme. Foi tão fácil imaginar o cenário nublado da Inglaterra!Gostei muito desse livro, suspense na medida certa. Não é nada clichê, o único spoiler que vou dar é que não é o mordomo! Vale a pena a leitura, bastante fluída. O único porém é que eu teria muita dificuldade para descobrir quem é o assassino sem a ajuda de Poirot. Mas recomendo a leitura, vocês podem descobrir o assassino mais facilmente do que eu. Nunca subestime os leitores. Quanto ao aspecto físico não posso falar muito, já que é um livro velho que foi encontrado na beira do lixo :/ Não há páginas rasgadas, elas estão amarelas de tão velhas e a capa está um pouco suja. É triste não sentir o fragrante cheiro de páginas recém-impressas. Por outro lado é legal imaginar a história desse exemplar: como chegou às minhas mãos, a quem pertencia, as sensações que despertou em outro leitor, terá realmente sido lido antes de mim? Quantas emoções um velho livro pode nos despertar?

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